Invista Informa:
RIO — O filósofo e colunista do GLOBO, Francisco Bosco, será
o novo presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), conforme antecipou a coluna do Ancelmo Gois.
Fontes do Ministério da Cultura (MinC) confirmaram que Bosco é o
escolhido do ministro Juca Ferreira, mas o anúncio oficial, marcado para
hoje, em São Paulo, foi adiado para a semana que vem. Aos 38 anos,
Bosco é formado em Jornalismo pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso
(Facha) e é doutor em Teoria Literária pela Universidade Federal do Rio
de Janeiro (UFRJ). Ele assumirá o cargo ocupado desde setembro de 2013
pelo diretor de teatro Guti Fraga, que fundou o Grupo Nós do Morro, no
Vidigal, em 1986.
Filho do compositor João Bosco e da artista plástica Angela
Bosco, o novo presidente da Funarte é também letrista, foi coordenador
da Rádio Batuta, do Instituto Moreira Salles (IMS) e atua na imprensa
escrita como colunista e ensaísta. Ele é ainda autor dos livros “Da
amizade” (7Letras, 2003), “Dorival Caymmi” (PubliFolha, 2006),
“Banalogias” (Objetiva, 2007), “E livre seja este infortúnio” (Azougue,
2010) assim como de “Alta ajuda” (Foz, 2012). Neste último, o autor
reuniu 35 ensaios produzidos ao longo de sete anos, incluindo textos
publicados no GLOBO, onde escreve, no Segundo Caderno, às
quartas-feiras, e em veículos como as revistas “Trip” e “Cult”.
O filósofo e ensaísta assumirá a Funarte num momento em que
produtores culturais e a classe artística clamam por mudanças e
reestruturação da instituição. O órgão federal, vinculado ao MinC e
criado em 1994, é responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas
nacionais de fomento às artes, mas enfrentou ao longo do último ano e
meio sérias limitações orçamentários, falta de pessoal.

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