Invista Informa:
A Polícia Federal apreendeu bens de Eike Batista, em operação na casa do empresário realizada nesta sexta-feira no Rio. Segundo informações do site da rádio CBN, foram recolhidos documentos, celulares, carros e relógios. De acordo com o site G1, a operação recolheu ainda R$ 80 mil em dinheiro.
A ação foi determinada pela Justiça, para garantir o pagamento de indenizações em caso de condenação do empresário por crimes contra o mercado financeiro.
Procurado pelo G1, o advogado do empresário, Sérgio Bermudes, disse que a Polícia Federal foi “extremamente cortês”, mas classificou a decisão da Justiça como “fúria selvagem”.
“Não deixaram dinheiro nem para ele comprar bananas para o filho de 3 anos. A Polícia Federal foi extremamente correta e cortês. Mas a decisão judicial só pode ser classificada como fúria selvagem. E o juiz Flávio Roberto de Souza foi covarde porque deu a decisão mas não teve coragem de assinar o documento. A decisão judicial de busca e apreensão de todos os bens do Eike Batista foi assinada pelo juiz Vítor Valpuesta”, disse Bermudes, segundo o G1.
Os arrestos de bens cumpridos nesta sexta-feira estavam em decisão assinada em 7 de janeiro. O juiz Vitor Valpuesta é o substituto de Flávio Roberto de Souza, que esteve de licença por alguns dias no mês passado.
Os bens de Eike e de sua familia foram bloqueados na última quarta-feira, por decisão assinada pelo juiz Flávio Roberto de Souza. Além do empresário, a ordem abrange seus dois filhos mais velhos, de sua ex-mulher Luma de Oliveira e da mãe de seu terceiro filho, Flávia Sampaio. A ordem determina o bloqueio de R$ 3 bilhões em ativos financeiros e imóveis de Eike, Thor, Olin, Luma e Flávia.
O empresário é réu em ação penal no Rio acusado pelos crimes de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada (insider trading). O processo de julgamento do empresário teve início em novembro de 2014, quando foi realizada a primeira audiência. Há outras ações contra o criador do Grupo X, iniciadas em São Paulo, pelos crimes de insider trading, falsidade ideológica, indução do investidor ao erro e quadrilha ou bando.
No ano passado, o empresário teve bens bloqueados duas vezes. Na primeira vez, no início do ano, o pedido era de até R$ 122 milhões. Em setembro, em nova operação, o objetivo era bloquear R$ 1,5 bilhão, mas só foram arrestados R$ 117 milhões, que estavam depositados em debêntures (títulos de dívida). O empresário afirmou em entrevista ao GLOBO, na ocasião, que tinha patrimônio negativo de US$ 1 bilhão.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/negocios/policia-federal-apreende-bens-de-eike-batista-15262949#ixzz3QyZRZVwT
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