A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) adiou a volta às aulas para o dia 23 de março. Em documento publicado nesta segunda-feira, o reitor Ricardo Vieralves de Castro afirma que um dos motivos é a “ausência momentânea de solução por parte do Estado para o problema de pagamento de empresas terceirizadas pela limpeza, segurança externa e manutenção”.
No comunicado, a universidade informa que o serviço de limpeza funciona entre 30% e 50%, dependendo de edifício da instituição — inclusive no Hospital Pedro Ernesto, que opera com a metade do efetivo. A segurança externa também caiu 10% o número de funcionários. Já o número de motoristas, opera com 10%.
A instituição também sofre com a falta de professores. Proibida pela Justiça desde o ano passado de contratar professores substitutos, a Uerj agora só pode contratar por concursos. O site da universidade exibe 245 abertos. Os outros 327 estão apenas autorizados.
— Várias disciplinas obrigatórias estão sem docentes — denuncia o presidente da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), Bruno Deusdará.
Já no Colégio de Aplicação da Uerj (CAp-Uerj), que estava prevista para o próximo dia 11, a expectativa é que o retorno aconteça na próxima segunda-feira, dia 16. O diretor Lincoln Tavares Silva explicou que a decisão foi tomada após uma reunião realizada na quinta-feira (5) na escola, no Rio Comprido.
O CAp-Uerj atende cerca de 1.700 estudantes, sendo 1.100 da educação básica e 600 por semestre da graduação. A previsão inicial era que as aulas começassem na última segunda-feira. No entanto, problemas como a falta de professores e de pagamento aos funcionários da limpeza impediram o funcionamento.
— Além disso, faltam manutenção, atendimento na sala de curativos e segurança. Nós não podemos recomeçar as aulas com essa situação. Tivemos concurso público no fim do ano passado, mas os professores estão chegando aos poucos e não são suficientes. E estamos impossibilitados de contratar professores substitutos, pois não há garantias de que o governo vá repassar o dinheiro para pagar esses profissionais — disse o diretor.
Segundo a vice-diretora da instituição, Maria Beatriz Dias Porto, o déficit é de 42 professores, e há 103 turmas de graduação com falta de docentes:
— Nós estamos agonizando. A situação é caótica, não tínhamos como retomar as atividades desta maneira.
A Uerj teve quase R$ 92 milhões contingenciados para o orçamento de 2015.
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