quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

MENSAGEM DO DIA

Se você consegue estar contente onde está, isso lhe dará mais paciência e serenidade para crescer, se assim desejar. Ou, se não quiser, para ficar feliz onde está com o que já tem. Apenas para dar um exemplo, há quem seja feliz sendo Defensor Público, mas, por imposição dos pais ou da sociedade, vai fazer concurso para juíz e se tornar uma pessoa frustada.
No livro Clássicos do mundo corporativo, Max Gehringer trata muito bem dessa questão ao contar a história de Valdemar.
"Em uma empresa em que trabalhei, havia um vendedor chamado Valdemar. O valdemar adorava ser vendedor, tanto que, quando alguém perguntava o nome dele, respondi: Valdemar, com v de vendedor."
O Valdemar era tão bom que, um dia, resolvemo promovê-lo a supervisor. Chamamos o Valdemar, fizemos a comunicação e, quando esperávamos que o Valdemar fosse saltar da cadeira, abraçar todo mundo e começar a chorar de emoção, ele simplesmente respondeu:
- Agradeço de coração. Mas não, obrigado.
O gerente do Valdemar ficou uma fera. Disse:
- Como assim, Valdemar? Oferecemos uma chance dessas e você recusa? Você não tem ambição?
O Valdemar respondeu:
Claro que tenho. Tenho muita. Minha ambição é ser o melhor vendedor dessa empresa."

Gehringer conta que os anos passaram e o Valdemar continuou em sua função, feliz da vida. Todos começaram a se perguntar quantos "valdemares" haveria na empresa, pessoas que estavam felizes fazendo o que faziam. Que não estavam dispostas  trocar meia hora de convívio com a família, no fim do dia, por 10% a mais no salário e um expediente mais longo. Que não faziam nenhuma questão de ser promovidas, ao contrário do que os ambiciosos gerentes e diretores imaginavam. "No fundo, quem dá sustentação às empresas são os "valdemares". Os diretores vêm e vão, mas os "valdemares" ficam. Não querem mais salários, querem mais respeito. Nas empresas há dia para tudo, mas todo o dia é dia do Valdemar. Aquele colaborador tão eficiente e tão prestativo que seus superiores nem sabem o nome dele", conclui o autor.
A empresa precisa de trabalhadores assim. Interessante notar que várias vezes vimos profissionais quererem promoção, conseguirem e não se saírem bem nos novos papéis. O ideal é a que a cada um faça o que faz melhor. E, a nosso ver, o Valdemar, citado por Gehringer, é uma pessoa de sucesso.
De modo geral, a sociedade define o profissional bem-sucedido como alguém que tem dinheiro, fama, poder, influência e um monte de gente trabalhando para ele. Mas essa visão vem sendo questionada pelos que acreditam em conceitos mais refinados. Sucesso, por essa nova perspectiva, é estar bem consigo mesmo, e ter respeito em sua comunidade. Tudo isso, às vezes, pode ser mais importante do que fama e poder. O que você considera fundamental? Alcançar uma realização pessoal plena com base no seus próprios princípios ou atingir o que os outros chama sucesso?

"(...) tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos."
(1 Timóteo 6:8)

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