A
pesquisa, intitulada "Violência contra a mulher: o jovem está ligado?",
foi realizada com 2.046 pessoas de 16 a 24 anos, entre 8 e 13 de novembro. Para
a presidente do Conselho do Instituto Avon, Alessandra Ginante, os resultados
mostram que o machismo está arraigado na cultura da população mais nova,
independentemente de ela ser mais escolarizada que os antigos.
- O
desrespeito só tende a aumentar se não lutarmos contra essa visão enviesada de
poder do homem sobre a mulher. Temos que desnaturalizar a violência. Só
desconstruindo estereótipos que ambos os sexos carregam desde a infância é que
vamos mudar a sociedade - afirmou.
Das 1.029
entrevistadas, 66% admitiram já ter sofrido violência ou controle por parte do
parceiro. A atitude mais praticada por eles é procurar mensagens ou ligações no
celular, algo que já afetou 53% das mulheres. Em 40% dos relacionamentos, o
homem já tentou controlar a parceira, ligando para saber onde e com quem ela
estava e o que fazia.
A
violência sexual foi citada por 37% das mulheres, que já tiveram que manter
relações sexuais sem camisinha por insistência do parceiro.
A
pesquisa concluiu que homens que presenciaram atos de violência contra a mãe
são mais propensos a praticar o mesmo contra suas próprias parceiras.
- Os
jovens ainda não perceberam que eles podem ser impulsionadores de relações mais
saudáveis - disse o diretor executivo do Instituto Avon, Lírio Cipriani.
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